Todas as vezes que me senti perdida, eu andei.
Andei pra que nada parecesse perto
Andei pra sentir que o vento me levava
e soprava o caminho
[quem sabe incerto.
Andei pra achar que o perdido ficou ao longe,
que nada pudesse me alcançar.
Andei sem me interessar pelo rumo.
Sem enfim, sem então.
Sem sim nem não.
Andei até sentir que a vida também anda.
Andei pra deixar pelo chão o importuno, o chato, o leso.
Aquilo que desprezo.
Andei até perceber que o perdido
é certo.
E só então senti o novo,
E entendi, afinal, que é melhor
incerto.
Andei
Mas, sempre por perto.
Andei pra que nada parecesse perto
Andei pra sentir que o vento me levava
e soprava o caminho
[quem sabe incerto.
Andei pra achar que o perdido ficou ao longe,
que nada pudesse me alcançar.
Andei sem me interessar pelo rumo.
Sem enfim, sem então.
Sem sim nem não.
Andei até sentir que a vida também anda.
Andei pra deixar pelo chão o importuno, o chato, o leso.
Aquilo que desprezo.
Andei até perceber que o perdido
é certo.
E só então senti o novo,
E entendi, afinal, que é melhor
incerto.
Andei
Mas, sempre por perto.
Melina Souza
Nenhum comentário:
Postar um comentário