Sempre quis que minhas intenções fossem histéricas
Que meu pensamento fosse surdo
[e gritasse com medo de não ser ouvido.
Queria que minha vontade fosse sem vergonha, sacana
Que o meu desejo pulasse até ser percebido.
Sempre quis que minha reação fosse exata
Que meus olhos fossem armas de precisão milimétrica.
Mas o real não obedece ao meu querer.
Queria que o transparecer não fosse tão o oposto do Ser
E que o Ser não fosse tão enorme diante do Existir.
O meu mal é fazer de pequenos momentos,
grandes acontecimentos.
M.S.